26.5.07

Vila Nova de Cerveira



Vila Nova de Cerveira


Vila Nova de Cerveira voltada para o turismo com a Pousada de D. Dinis, o ferry-boat que liga a Goyan (Espanha), o Monte de Nossa Senhora da Encarnação e o Convento de S. Paio, dos Milagres, cenóbio de frades, hoje, centro de artistas e casa de eleição do escultor José Rodrigues.
História do célebre Cervo de vila Nova de Cerveira… Era uma vez … um cervo (veado), que os Deuses do Olimpo quiseram que fosse Rei. Escolheu estas terras outrora desabitadas do "bicho" homem e aqui plantou sua colónia de cervos de tal modo que nas redondezas toda a gente passou a chamar a estes lugares "terras de cervaria". Muitos anos correram. Lutas e refregas, calamidades que foram dizimando a colónia, até que ficou só o Rei Cervo. Diz a lenda que na Reconquista quando os Senhores de pendão e caldeira desceram dos cerros asturianos à conquista do que seria mais tarde o "Condado Portucalense", um jovem fidalgo desafiou o Rei Cervo para uma luta frente e frente. E o velho senhor aceitou. A luta seria travada entre arvoredos e ervas daninhas e num local onde existiam pequenas valas no lugar de Valinha . o Rei Cervo venceu ! Ficou com o pendão do fidalgo e, a partir daí, seu brasão de armas foi a bandeira conquistada. Mas os Deuses enganaram o velho Rei. Ele não seria imortal … Cansado da vida, doente, na solidão das fragas, o velho Senhor morreu. E com ele desapareceu para sempre a "Terra da Cervaria" (…). Ainda hoje e para que a história se não perdesse, as "armas" de Vila Nova de Cerveira têm um cervo em campo verde, passante de ouro, armado de prata, contendo entre as hastes um escude de azul carregado de cinco berrantes de prata. E, também, no cimo dos montes deste Município mandou construir "in memoriam" o Rei Cervo, que numa notável escultura em ferro, de José Rodrigues, atesta a longevidade das "Terras de Cervaria".
Estive a passar férias em Vila Nova de Cerveira e digo-vos que foi um dos lugares que mais gostei de estar, tão calmo e pacato, uma verdadeira delicia. Estive na pousada da juventude que tem um terraço que foi de onde tirei esta foto e onde escrevi este pequeno texto, espero que gostem.

Meia Noite…o silencio reina lá fora, a cidade dorme, ouço o som do meu coração que bate por ti, por nós, pelo que tínhamos e deixamos morrer…pelo que podia ter sido, pelo que devia ter sido, tínhamos tudo para dar certo, a idade, a sabedoria, a tranquilidade, a sensatez, mas ouve uma voz que falou mais alto, a voz do teu passado que assombrou o meu futuro, deixando-me simplesmente com o presente. Deixaste tanto de ti em mim, a tua maneira fácil de analisar as coisas, as minhas opiniões vindas do nada, o teu saber sem sentido, o meu pragmatismo audacioso, mas nada disto foi suficiente, estar contigo foi como andar numa montanha russa, cheia de voltas e reviravoltas…Vezes houve em que te senti por baixo da minha pele como se fizesses parte de mim, da minha existência, do meu corpo. Meia Norte tudo dorme só eu não consigo dormir com tantos fantasmas do que poderia ter sido…e não foi, tantas memórias do que foi e nunca devia ter sido.

3 comentários:

Monica disse...

Faltam os restaurantes, as esplanadas nas noites de Verão :)

cristina disse...

A tua escrita é bonita. Tal como tu e os teus sentimentos...

Joca disse...

Uma vez estive aí em Vila Nova de Cerveira, carreguei o meu velho companheiro de viagem, o meu carro de 2 lugares e fui, sem destino á procura do nada, na busca incessante do lugar que me cativasse a ficar a primeira jornada.Todas as minhas férias são assim, sozinho no meu carro, viola e sigo e nunca fico só porque arranjo sempre algué com quem conversar um pouco.
Em Cerveira entrei numa papelaria comprei um postal para mandar a um amigo ou amiga, já não lembro, mas lembro bem o que escrevi nele.Uma frase apenas bastou para descrever o local.Apenas escrevi: Aqui encontrei um lugar onde se respira paz e tranquilidade.Isso defino tudo, não achas?