4.12.08

Aldeia da Pena


"Para mim, o maior dos suplícios seria estar sozinho no Paraíso"

Johann Goethe


A aldeia da Pena é uma daquelas aldeias ditas “Históricas” que as entidades responsáveis souberam preservar e projectar nos roteiros turísticos de Verão. Por isso, quando a canícula se vai, a maioria dos turistas vai com ela deixando a aldeia entregue às suas lides de sempre, que é como quem diz mergulhada numa paz profunda e sonolenta, quebrada apenas pelo ocasional caminhar arrastado de algum dos seus oito habitantes.

Passear pelas ruelas estreitas e pedregosas da aldeia disposta em socalcos ao longo do pequeno Ribeiro de Pena, é um mergulho no passado. Se exceptuarmos a energia eléctrica que aqui chegou na década de setenta e cujos cabos ondulam mortiços sobre as ruas, então talvez a imagem actual da aldeia fosse igual à de então: isolada, auto-suficiente, bela mas amargurada pela árdua labuta da terra, pela penúria e até pela fome. Ontem, como hoje, a vida na Pena é feita de trabalho e esperança. Trabalho para manter o corpo são e esperança para encarar o futuro.

2 comentários:

Cila disse...

Uma bonita foto com uma bela descrição.

Beijo

O Profeta disse...

Sou coração que segue em silêncio
Nos fios do sublime pensamento
Pela ressurreição de um sorriso
Renasço nas asas do tempo

Esta Terra é degredo dos sonhos
É espelho que distorce o sentimento
É castigo no julgamento do fracasso
É fogo que se cala a todo o momento


Boa semana


Mágico beijo